sábado, 2 de novembro de 2013

Pridie Kalendas (Origem)


Podemos afirmar que a primeira aplicação da Astronomia à vida dos homens, lá nos primórdios da civilização, foi a medida do tempo, a organização sistemática da sucessão interminável dos dias: o calendário. O calendário se foi formando com diferentes características nas diversas civilizações, e, conforme as necessidades de cada uma delas, foi sofrendo as transformações necessárias para mantê-lo de acordo com o que era exigido pelos astros, tornando-o cada vez mais perfeito, mais suscetível, de maior envergadura. A proverbial Calendas dos Romanos Na Roma Antiga, o mês dividia-se em três partes: Calendas, Idos e Nonas. As Calendas eram no primeiro dia do calendário, os Idos a 13 ou 15 e as Nonas, como o nome sugere, em o nono dia antes dos Idos. As Calendas eram consagradas ao Deus Juno e determinadas para os pagamentos das dividas, mais precisamente para liquidar os impostos. Das Calendas às Nonas havia um intervalo de quatro (4) dias nos 8 meses a saber: Janeiro, Fevereiro, Abril, Junho, Agosto, Setembro, Novembro e Dezembro. Das Calendas às Nonas havia um intervalo de seis (6) dias nos quatro meses restantes a saber: Março, Maio, Julho e Outubro. Estes dias contavam-se pela sua distancia das Nonas; os demais, pela sua distancia das Calendas do mês seguinte. Dava-se no nome de Vésperas ao dia que precedia as Calendas, Nonas e Idos. Curiosidade: Os meses gregos não tinham Calendas; daí o ditado romano ad calendas graecas solvere, pagar para as Calendas Gregas, o que significava: não pagar nunca. Provém daí também a nossa locução que tornou-se proverbial- para as calendas gregas, quer dizer, para o Dia de São Nunca, ou, uma época que nunca chegará. Nota: Tanto a imagem no topo do Blog, como a do fundo são antigos calendários romanos de pedra.